quinta-feira, 9 de junho de 2011

S A U D A D E S

Saudades é uma palavra bem brasileira. Assim como o amor, há diversos tipos de saudades.

Saudades do dia de ontem, por ter valido a pena ser vivido e até saudades do dia de amanhã, que ainda está por vir, com desejo de que seja tão bom quanto o de ontem e melhor do que o de hoje.

Agora saudades de quem a gente ama sabendo que não está tão distante é diferente em saber que essa pessoa está muito distante de onde estamos. É quase comparado a algo proibido, inatingível, dá um vazio muito grande e impotência. Percebemos que enquanto ser humano, ainda há muito a ser aprendido sobre essa máquina que somos, o porquê viemos e para que estamos.

Saudades de quem não teremos mais contato é triste, porem com o tempo nos conformamos e ficam os momentos felizes vividos com essa pessoa.

Agora saudades de filhos é incomparável e difícil até de explicar. É como o amor que sentimos por eles, faltam palavras. Meu filho quando bebezão, me disse: "...o amor que sinto por você é maior do que o mundo". Que lindo, amável, adorável...jamais esquecerei e sempre que tenho oportunidade uso essa frase.

Este final de semana estarei com meus filhos, os quatro...não vejo a hora!

Lembro-me de minha mãe onde eu evitava dizer quando viria visitá-la de São Bernardo à praia, porque ela ficava com ansiedade e não dormia. Estou ficando igual, contando as horas para vê-los, abraçar e beijar muito. Conversar e saber tudo o que aconteceu nesse tempo que não nos vemos. Não vejo a hora!!!

Amo vocês muito e me cuidarei bastante para poder usufruir mais da vida com vocês...

S A U D A D E S

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Singela e sincera homenagem

Encontros e desencontros são naturais e normais...acontecem!

Agora encontros onde podemos relembrar bons momentos e compartilhar, vale a pena. Um desses momentos, a festa de cerimônia do casamento da minha companheira Fa, que teve a maior sorte em convidar amigos de infância (e sorte em tê-los como amigos). E eu aproveitei a oportunidade para encontrar alem dos amigos dela, amigos meus - mães e pais.

Tanto eu quanto o Ní não jantamos. Quando percebemos estavam servindo a sobremesa. E tudo isso, porque não paramos na mesa. Ficamos perambulando, cumprimentando, abraçando, conversando, rindo, dançando.

Quero agradecer a presença de todos esses amigos. Faremos acontecer novas oportunidades de encontros.

Sou grata por mais esta bênção e assim como fico na torcida pelo sucesso de meus filhos, fico por vocês tambem.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Apenas emoções !!!

Sempre ouvi amigas com filhos adultos dizerem: "é muito melhor ter filhos pequenos, ainda dependentes, sabemos onde estão e como ajudá-los". Eu não gostava de ouvir esse tipo de pensamento, como até hoje não aprovo. Filhos criados, educados, formados, seguindo seus sonhos.

Em setembro foi o casamento de meu filho. Lindo, todo emocionado. Tudo como ele e a noiva sonharam e realizaram. Hoje estão seguindo o projeto de vida. Compra de imóvel, depois arrumação, mudança, formatura, início de profissão. Deverão planejar família.

Amanhã, 21 de maio de 2011 às 19h30 cerimônica de casamento de minha filha, minha companheira e amiguinha. Felicidade é o que não falta. Ansiedade nem se fale. Boas vibrações então, é o que sempre faço. Essa é minha atribuição principal, tanto ao filho e nora como à filha e genro.

Meus filhos conseguiram se superar. Encontraram em suas vidas pessoas "perfeitas" com famílias "perfeitas".

O casamento de minha filha será de mais emoção ainda, pois os pais dos noivos não estarão fisicamente presentes, estarão sendo representados pelos filhos. Serei a primeira entrar para a cerimônia. E lá a frente verei meu filho como pai da noiva e minha filha - a noiva. Vou me desmanchar, com certeza. Já acontece quando imagino esta cena.

É interessante que com casamento algo acontece em nosso pensamento, onde de uma forma sutil há um afastamento de laços, ao mesmo tempo que há enlace das famílias. Provavelmente pelas responsabilidades serem outras ou um critério cultural imbutido na mente. Só sei que há, isso é fato.

Estou já com tudo programado, separado, aguardando apenas o dia de amanhã chegar para as providências, como cabeleireira, roupa e ir ao local da cerimônia.

Com certeza estarei mais "nervosilda". Por outro lado, tambem sei de que na hora, estarei sob efeito como "anestesia" onde toda essa adrenalina baixa e dá lugar a uma sensação de aparente tranquilidade.

Minha filha estará linda, maravilhosa, mais ainda como noiva.

Meu genro estara lindo, fantástico, mais ainda como noivo.

Após a festa que sei será com jeitinho Fabi/Dé.

Outra noite conheci o novo apartamento deles. Simplesmente perfeito! Assim como eles!

Sabe minha companheira e amiguinha, no momento o que poderei lhe dizer: amo muito você, siga seus desejos, realize seus sonhos, sempre com projeto antecipado, guarde em sua memória todos os momentos felizes para ter bagagem na recordação, jamais tenha brigas com seu esposo, discussão e troca de idéias são bem vindos, ele é um porto seguro, companheiro, amigo, cúmplice, parceiro, alem de esposo ou marido, namorado e amigo.

Este texto não vou fazer as possíveis correções em concordância no português, assim não corro o risco de fazer alguma alteração. Aqui estão apenas emoções!

Fabi amo muito e muito você...seja feliz, assim eu tambem serei!

Bjs, ro.

sábado, 9 de abril de 2011

Desencanto!!!

Tenho consciência de que as pessoas são diferentes. O que não sabia que poderiam se tornar diferentes ao longo do tempo. Ter certeza de que pessoas tão próximas possam mudar comportamentos, ter atitudes até então "estranhas" fica difícil e até impossível de se lidar.

Muito triste após décadas de vida ter provas de que somente a família que constituí se preocupa comigo. Participa, compartilha, demonstra realmente o que vem ser o amor.

Viver com preocupação de ameaças, grosserias, violência, através de pressão e cobrança não faz o meu gênero de vida. É como um isolamento. Uma solidão tão profunda que é inexplicável, não existem palavras para definir esse sentimento.

Sempre considerei minha mãe amiga, não a melhor, mas amiga. Hoje ficou claro de que nunca me considerou um ser humano capaz. Muito provável que ela tenha razão, pois não me sinto capaz. Em algumas cenas de minha vida me considerou apenas uma jovem bonita pronta para casar. Talvez uma forma de ficar livre de mim...quem sabe! Ao menos é essa minha análise. Conseguiu em partes concretizar, pois casei e tive minha família, tal qual planejamos - eu e ele.

Na educação de meus filhos tentei ser mãe moderna e atualizada. Algumas falhas que considerei de meus pais, não repeti, apenas refleti. A minha "receita" foi melhor, tenho os melhores filhos que uma mãe sonha em ter.

Lembranças da infância: moramos com meus avós maternos (eu até meus 18 anos de idade). Casa grande principalmente a cozinha. Família italiana parece que pensa com a barriga! Em casa o idioma era o italiano, tanto que na segunda série precisei de aulas particulares de Português. Muitas palavras eu não sabia o significado.

Meu avô - senhor Lioni (apelido Maximiano) pessoa altiva que adorava a vida.

Minha avó - dona Thereza (apelido Olga) pessoa austera, aparentemente sempre brava.

Minha mãe - sua preocupação era com o trabalho fora de casa. Uma maneira que encontrou de ter desculpas para não aguentar os problemas das pessoas da casa. Claro, chegava a noite e cansada, ninguem teria o direito de incomodar.

Meu pai - pessoa distante, tímido, parecia sempre triste, aborrecido, mas rígido. Demonstrava muito ciúmes de minha mãe, com certa razão, pois ela era bonita, inteligente, falante, simpática e adorava contatos sociais. Por isso e mais aquilo...discutiam muito.

Estava até esquecendo...meu tio, irmão de minha mãe que morava tambem na casa. Tambem não é pra menos esse "esquecimento" ele e nada era quase o mesmo. Pouco fazia, geralmente a atenção era pela maldade que ficava em alta. Dificilmente não estava alcoolizado. E quando estava bem, comemoravam bebendo. Foi internado por diversas vezes, conseguia fugir das clínicas de recuperação. Voltava em casa mais furioso com todos nós, aí já viu, vergonha na certa e mais adrenalina para tentar conter o restante da família. Muitos e muitos problemas!

Minha irmã - tranquila demais da conta, aprontava e ninguem acreditava, a "culpa" era minha, afinal deve ser o carma de ser primeira filha.

Meu irmão - o protegido por todos, afinal único filho, neto e sobrinho homem. Toda família italiana prestigia esse lado machista de que o homem leva o nome da família à frente, aos herdeiros. Filha não, levaria o nome do esposo. Fazer...pensamento coletivo da época!

Hoje a única verdade é que tenho meus filhos como porto seguro. O restante de minha vida toda (mais de cinco décadas) posso jogar no lixo, nem terei tempo de reciclagem. Desencanto!!!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Fa...pra chegar amanhã é preciso dormir!

Não contei quantas vezes falei esta frase: Fa...pra chegar amanhã é preciso dormir!
Vou começar do começo, assim facilitará a quem não sabe e se recordará quem já conhece esta história. Por algumas vezes, pelo menos uma vez no mês, gostávamos de sair (cinema, teatro, motel, cantina, restaurante, barzinho). Fomos inúmeras vezes num motel que adorávamos - Karina - em São Bernardo mesmo. E numa dessas idas ao motel, resolvemos concretizar nossos sonhos...ter um casal de filhos. Foi aí que fizemos uma "guapa" segundo meu médico.
Não foi uma gravidez como eu esperava que fosse, vou explicar! Precisei ficar mais "contida" do que pretendia, por ter tido um filho há sete anos antes que foi "natimorto". Como não havia relatório do ocorrido na época, meu médico não quis arriscar a gravidez. E, meu pai estava doente terminal.
Eu ajudava com meu pai, nas compras e como acompanhante no hospital.
Meu médico era muito amigo do médico de meu pai, e nessas trocas de informações, meu médico um mês antes do nascimento de minha filha sugeriu de fazer cesárea pois já estava pronta para nascer e meu pai parecia esperar o nascimento dela para "partir". Eu não concordei, quis aguardar o dia dela, o dia especial dedicado somente a ela.
No dia 17 de novembro meu pai teve alta hospitalar. No dia 18 de novembro volto ao hospital, mas na maternidade, às 07h00. Entre soro, tranquilizante, anestesia, ela nasceu por cesárea às 16h45. Acho que onde ela estava deveria estar bem confortável. Nasceu minha princesinha, perfeita, loiríssima, olhos verdes, foi de dar inveja a todas as mães, até o primeiro choro que parecia uma sirene. Todos ouviam, que pulmões! Tanto que meu quarto era o último do corredor do Hospital Brasil e ela era a primeira a ser entregue.
Tivemos alta e fomos para casa...aí começou a boemia! Ela não dormia a não ser no colo...socorro!
Todas as "simpatias" (que não deram certo) fiz. A minha consciência me indicava ensinar como a primeira palavra emitida por ela...pai. Deu certo chamava pai pra tudo, principalmente de madrugada e o pai lá estava na primeira semana, com a maior satisfação..."olha que linda, não chama por você, só por mim". Mal sabia que ela não havia aprendido outra palavra.
Claro que depois da primeira semana, mesmo chamando por pai, quem atendia era eu, a manhê (não adianta ensinar a palavra mãe...ficaremos manhêêêê que adoro ouvir e sentir, hoje!).
Minha dificuldade com esta criatura, era fazê-la dormir no berço e se alimentar. Usava a frase de que pra chegar amanhã é preciso dormir. E que para o cabelo crescer é preciso comer. Pouco resolveu. O que resolveu mesmo foi o nascimento de seu irmão. Aí eu dizia: ...que vergonha, você uma moça com três anos de idade não dorme e não come. Olha seu irmão, um bebê dorme a noite toda e come tão bem".
Que garota criativa, prendada, estudiosa, dedicada, amiga, companheira. Nunca tive problemas com escola, a não ser por ela falar muito, distraíndo as colegas que ficavam atrasadas nas atividades.
O tempo passou, se formou jornalista e hoje é uma profissional. Mas continua sendo minha amiga e companheira. Gata...logo mais estaremos comemorando mais um aniversário. Espero que todos seus aniversários sejam pelo menos maravilhosos como você. A distância geográfica nos mantem distantes fisicamente mas não em pensamento e por esta razão digo que você foi, é e sempre será meu melhor sonho!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Os homens de minha vida

Minha mãe quando eu estava grávida de minha filha, deu-me de presente no aniversário o livro "A vida do bebê" - De Lamare, A. , com a dedicatória "Rosangela: sejas mãe mas não te esqueças de ser mulher. Da avó e da tia-madrinha, 17/10/1984" (mãe e mulher sublinhados).
Quando nos tornamos mãe damos o valor à nossa mãe, porem aquilo que nos incomodou ou que não tivemos, modificamos aos nossos filhos...assim se torna a modernidade. Apesar de que a minha mãe ultrapassou seu tempo, uma pessoa acima de sua época, pode até ser que por esta razão eu tive muitas críticas a seu respeito enquanto mãe...foi muito mais mulher.
Ela sempre quis ser a pioneira: escolheu seu companheiro e não se casou com vestido de noiva, a estudar e se formar em faculdade, a dar liberdade aos filhos onde se tornaram independentes ainda jovens, a se desquitar, a se candidatar a prefeita de nossa cidade pelo Partido da situação e eu era candidata a vereadora pelo Partido da oposição sendo que o voto era vinculado de vereador a governador. Fiz parte da História e matéria de jornal por um bom tempo, graças a essa situação e o resultado final, ganhamos experiência.
Aos meus filhos procurei equilíbrio onde aquilo que não entendia, recorria a profissionais, pesquisas, a fim de possibilitar o melhor a eles. Projetei minha vida, infelizmente houve um obstáculo no percurso, alterando esse projeto...ser mãe e pai ao mesmo tempo, nada fácil...precisei ser mulher forte e de força.
Minha homenagem ao meu nono materno - sr Lioni Finco (conhecido como Maximiano) - deveria ter sido congelado para viver em outros tempos, quem sabe daqui uns trinta anos. Foi este grande homem que trouxe da Itália as freiras e construiu a primeira escola para alfabetização em São Bernardo do Campo, fazendo com que inclusive seus filhos estudassem. Como toda família imigrante italiana, o primeiro filho deveria ser homem, mas foi mulher, o primeiro neto deveria ser homem, mas foi mulher (eu). Nem assim deixou de amar e adorar tudo e todos...a vida.
Foi nele que me espelhei para escolher o homem que seria meu companheiro, o pai de meus filhos...tambem um grande homem! A este serei grata até a eternidade por me proporcionar os melhores momentos, de ter me feito mulher e mãe.
Hoje é aniversário de meu filho...companheiro do pai! Precisou ser responsável antes da época e ser o homem da casa. Cumpriu e continua cumprindo bem esse papel. Meu grande garoto parabens por todas as suas conquistas, tenho a maior admiração por você e sinto-me feliz com suas realizações e muito e muito orgulhosa...parabens com saúde e sucesso sempre!
Beijo em seu coração e um abraço de mãe ursa.
Hoje a homenagem foi aos homens de minha vida!!!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A vida é desconhecida

Hoje preciso conversar comigo! Ando cansada de ouvir meus pensamentos...vou falar mais alto para que não haja interferência alguma na minha própria comunicação!
Sei que não sou jovem, nem gostaria de voltar a ser, longe disso. Sempre admirei as pessoas vividas com bagagem e inteligência. O contrário é detestável e lamentável! Não terão mais tempo para aprender algo na vida...
Como é bom ser profissional. Orientar, assistir, depois de horário encerrado, despedir-se e aguardar a próxima visita. Mas quando somos autor e ator os papéis se misturam e sentimos na pele a realidade.
Precisei encarar novamente a morte na família literalmente, da família que não escolhi, escolheram. Fui atriz em personagem que mal pude ensaiar. Hoje peço perdão pela má interpretação, porem espero não precisar mais nem ensaiar e nem executar a função de teimosa, de tentar o melhor, de seguir por pensamentos que fui ensinada serem os corretos.
Chegou a hora de mudança de conceitos e de valores...estou dando um basta!!!